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A região tem este nome devido à Serra das Surucucus, um platô (tepuy) de topo
plano recoberto com campos cerrados e de paredes abruptas, sobre as elevações
do Planalto das Guianas, na região serrana do Parima. O bloco rochoso do Parima
tem altitudes de até mais de 1000 m, partindo de um nível de base de cerca
de 900 m de altura. Toda a região, excetuando o próprio maciço de Surucucus
possui vegetação florestal e clima mais fresco, com temperaturas mais amenas
que as da região de baixada. Há grande índice pluviométrico, com estações marcadas,
de mais e menos chuvas.
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O Pólo Base Surucucu, junto à pista do exército nas coordenadas N 02º 50' 12", W 63º 38' 30"
atende, além das comunidades ao redor da Serra, toda uma região que se delimita
pelos rios Parima, desce a Serra de Melo Nunes (comunidades Wathëutheri, e Koniutheri),
e faz divisa com a região do Xiriana (Arathau), ao norte, e Xitei e Homoxi, ao sul,
denotando uma complexidade que obrigou a sua divisão de Sururucu 5 em sub-pólos
(Kumatha; Yauratha; Okomou; Porapii/Kataroa e Pirisi) Sendo a região de ocupação
histórica mais antiga pelos Yanomami, provável palco da dispersão dos Yanomami
pelo seu atual território, guarda marcas desta ocupação, como antigas roças e
locais onde antes houveram habitações e é reconhecida pelos índios em cada parte,
com denominações próprias para cada lugar.
A comunidade mais próxima ao posto, os Pirisitheripë, revela, segundo estudos,
grau de parentesco com as outras comunidades próximas, como Roko, Xirimihwiki,
Missowë, Hewethëu etc. A história da região passa pela instalação, na década
de 1960 de uma missão evangélica (UFM- Unenvagelized Fields Mission - hoje MEVA)
que, do platô, desceu a serra para se aproximar dos índios (região do Opopëu),
tendo encontrado duas povoações principais: Aykamopë e Titirimopë, dos quais
descendem diversas comunidades atuais, de acordo com o modo de vida Yanomami,
segmentando-se cada vez que a comunidade atinge certa população e mudando-se
conforme a presença humana esgota ou reduz os recursos naturais. Já naquela
época, os materiais provenientes da sociedade industrial já tinham um papel
importante nas relações, sendo as comunidades mais próximas responsáveis pela
captação e distribuição dos mesmos, e tendo havido no correr desta história
recente deslocamentos devidos à possibilidade de acesso a estes recursos; semelhante
ao que se vê em outras áreas, a oferta destes materiais pelos não-índios tem
contribuído para uma maior sedentarização.
Após a saída da missão, a região esteve por um breve tempo sem ocupação não índia,
seguida da chegada de um posto de atração da FUNAI. A região de Surucucus foi
palco da ocupação garimpeira na década de 1980, quando a situação de saúde
apresentou índices epidemiológicos alarmantes devido à presença de milhares de
pessoas ocupando seu espaço de perambulação, associado à baixa resistência às
doenças introduzidas. Atualmente também conta com a presença de um quartel do exército (4º PEF).
As comunidades assistidas pelo sub-pólo Okomou, vêm do norte e se instalaram
próximo ao rio Haxiu, formando um conjunto de comunidades próximas, tendo aliança
ou relações de neutralidade com quase todos os demais grupos da região de Surucucu.
As comunidades do sub-pólo Koniu têm poucas relações de parentesco com o núcleo
central do Surucucu, com algumas famílias provenientes do Mayepou. A região,
afetada pelo garimpo nos anos 1980, guarda ainda evidências de ter sido acometido
por epidemias durante este período.
Os yanomami do sub-pólo Moxahi têm um histórico de inimizades com os Pirisitheripë
e aliados, marcado por sucessivas emboscadas e vinganças. Tal situação tem origem
já no fim da década de 1990, pois antes, ao que parece, tratavam-se de grupos aliados.
Kataroa e Porapii antes eram assistidos pelo pólo-base do Xiriana, mas as inimizades
entre os grupos e a situação belicosa forçaram uma mudança. Os conflitos intercomunitários
têm sido comuns nesta região.
Por ser uma região de altitude elevada e assim dificultar o desenvolvimento
do mosquito transmissor da malária, esta população apresentou baixa incidência
de malária em toda a década de 90, apesar da
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