População

301 pessoas

Língua

Yanomae

Número de Comunidades

07 (12 casas)


A região do Parafuri é marcada primordialmente pela presença do rio Parima, e seus afluentes, sobretudo o rio Inajá. Trata-se de região do médio Parima, antes deste encontrar o Auaris para formar o rio Uraricoera. Aliás, a última comunidade atendida pelo pólo-base Parafuri, Poalasai, está à beira do rio Auaris. Nessa região serrana, na Serra Parima, encontramos altitudes de até 800m sempre com cobertura florestal amazônica.
As comunidades do Parafuri já apresentam um dialeto bem diferenciado em relação ao Yanomae (Yanomam Oriental).

O povoamento desta área dá-se a partir das comunidades de Makabeytheri (nome dado ao rio Inajá em Yanomami) e Xarunatheri, que ora se juntam ora se separam, em função de conflitos inter-comunitários. Os Paapokotheripë e os Warareutheripë são exemplo disso, tendo se desmembrado dos Makabeytheripë. Eles ocupavam originalmente a região da foz do rio Inajá, em seu encontro com o Parima, região histórica em torno da qual encontram-se marcas de ocupação, como roças e antigos pontos de moradia. Esta região de certa forma caracteriza-se por ser de contato entre os Yanomae (dialeto oriental) e os Sanima, sendo que os Poalasaitheripë, última comunidade ao norte (ainda atendida pelo pólo do Parafuri), falam a língua sanima e são oriundos do antigo núcleo Tukuxim que, após conflitos recentes, dividiu-se, indo parte para Olomai, em Auaris e outra para a foz do Uxipei; estes é que hoje formaram o Poalasai. Mesmo com um dialeto diferente, possuem relações amistosas com comunidades do Parafuri. Estas duas migraram do sul para a região do alto rio Inajá, região chamada Konkara. Ainda completam o Parafuri as comunidades de Hoxeana e Komomasipë (à beira do igarapé de mesmo nome), também oriundas do sul da região do Kataroa.
Na década de 1980, a região foi ocupada por garimpeiros e ocorreram grandes epidemias. Ainda hoje persiste a presença garimpeira, embora bem mais residual do  que  na  época  da  febre  do  ouro.  Mesmo

assim, incidentes demonstram que esta presença interfere no processo de assistência à saúde na região. Ao início do atendimento pela Urihi fora uma das populações de maior incidência de malária, e também vítima da tuberculose. Nos últimos vinte anos, isto provocou uma alta taxa de mortalidade. Com a assistência permanente e o intenso combate à malária e outras doenças, observa-se uma melhoria progressiva nos indicadores de saúde desta população.
A URIHI iniciou uma escola nesta região em março de 2000, no entanto, suas atividades foram interrompidas poucos meses depois em função do aumento da atividade garimpeira na região. A URIHI pretende reiniciar as atividades escolares assim que esta atividade ilegal terminar. Não existem alfabetizados em Parafuri e nenhum fala a língua portuguesa.

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