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Desenvolvimento das Atividades de Campo |
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No atendimento às comunidades a URIHI desenvolve onze programas específicos,
com metas e protocolos definidos para o desenvolvimento de cada atividade.
Estes programas incluem a saúde materno-infantil (com ênfase no combate
à desnutrição), o controle das principais doenças infecto-parasitárias
(malária/controle de vetores, tuberculose, infecções respiratórias,
oncocercose, verminoses, doenças sexualmente transmissíveis, cárie dentária)
e imunizações. |
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Recursos Humanos A assistência em cada um dos pólos-base é permanente. Através de um sistema de escala de permanência e folga de cada |
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profissional nunca há descontinuidade na assistência ao pólo-base. Para tanto, 77 profissionais de saúde atuam no campo, em geral durante 60 dias corridos. Já na seleção, procura-se identificar aqueles com perfil indigenista e com disponibilidade de permanecer distante de seus familiares por longos períodos. Antes de entrar em área, esses profissionais recebem treinamento técnico específico e adquirem noções etnográficas básicas para o desenvolvimento adequado de seu trabalho. A supervisão e a recapacitação são realizados pelos profissionais de nível superior e por técnicos de maior experiência de campo. |
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Logística |
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Os postos de saúde só são alcançáveis via aérea, transporte esse feito através do fretamento de aeronaves mono-motor, com uma distância média de 2 horas de vôo a partir de Boa Vista/RR. Os vôos para cada |
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região seguem uma rotina quinzenal, transportando equipes, medicamentos,
alimentos, equipamentos, etc. Na sede da URIHI, uma equipe de apoio ao trabalho de
campo cuida do suprimento dos estoques necessários, das escalas de
viagens das equipes para o campo e da comunicação diária, via
radiofonia. |
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comunidades. Algumas aldeias ficam distantes muitos dias de caminhada
destes pólos-base, obrigando a utilização de helicóptero para que possam
ser visitadas regularmente e nas emergências. Além disso, a etnia Yanomami
se divide em grupos sociais que são antagônicos politicamente entre si,
dificultando muitas vezes a movimentação direta das equipes entre
grupos de comunidades. |
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A infra-estrutura de campo existente no início do trabalho da URIHI era, em sua maioria, extremamente precária. Entre as 12 regiões assistidas, apenas quatro postos se encontravam em bom estado. Ao mesmo tempo, algumas comunidades, somando uma população de aproximadamente 1.500 pessoas, não dispunham sequer de pistas de pouso para o acesso à assistência. Estas aldeias só podiam ser visitadas de helicóptero ou em caminhadas de vários dias. Vale ressaltar que o custo do helicóptero é seis vezes maior do que o do avião mono-motor. |
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Com o convênio firmado entre a URIHI e a FUNASA, importantes
investimentos estão acontecendo para a adequação da infra-estrutura
de campo às necessidades operacionais do sistema de saúde. Já foram
inaugurados dois novos postos de saúde, construídos em alvenaria, nas
regiões de Toototobi e de Homoxi e um, em madeira, na região de
Aratha-ú. Duas pistas de pouso novas já estão funcionando nas regiões
de Hakoma e de Aratha-ú. |
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vacinas. Canoas de alumínio, com motores de popa, também
foram distribuídas para as áreas em que parte do trabalho pode ser
realizado com a ajuda do transporte fluvial. Foram adquiridos também
quatro sistemas de energia solar, equipados com geladeiras de alimentos,
freezer, geladeira de vacinas, luz elétrica e bomba d’água podendo
ainda suportar outros equipamentos elétricos como microscópio, rádio
e utensílios domésticos. Estes sistemas estão sendo instalados nos pólos-base,
que não possuem ainda energia elétrica. |
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