População

337 pessoas

Língua

Yanomae

Número de Comunidades

03 (11 casas)


A região do Homoxi possui um novo posto de saúde construído pela URIHI em meados de 2000, às margens de curso de água, entre as coordenadas geográficas: N 02° 29' 50", W 63° 43' 47". Trata-se de região montanhosa da Serra Parima, já na divisa com a Venezuela, onde estão as cabeceiras do rio Mucajaí. Por possuir um terreno cristalino, rochoso, a área foi bastante afetada na época da corrida do ouro, que deixou vestígios consideráveis. A floresta densa e as encostas íngremes são características dessa região, devendo alcançar altitudes de até 1.650m acima do nível do mar.

Os Weremapiutheripë vieram há uns 50 anos de uma região do Alto Rio Parima chamada Heemaki, passando antes por Kuneamari, num dos afluentes do Parima. Aí se dividiram antes de chegarem ao Homoxi, já na década de 80, onde viveram o surto garimpeiro. Após a retirada dos garimpeiros, desde 1992, viveram um período próximo ao posto e agora se mudaram para a bacia do rio Weremapiu. Nesta região se desmembrou o grupo dos Iaracapiutheripë, em rota migratória para a Venezuela, onde já têm uma segunda residência. As duas demais comunidades, os Tireitheripë e Xereutheripë, que antes pertenciam à mesma comunidade, viveram uma longa história de conflitos com os Haximutheripë e, mais recentemente com os Kuremitheripë, tendo migrado várias vezes pelo Alto Vale do Mucajaí (Homoxi) onde também viveram o surto garimpeiro.
A respeito dos vestígios deixados pela atividade garimpeira nos anos 80 e 90 ao longo do alto Rio Mucajaí, há desde desvios nos cursos de água, modificação da qualidade do  solo,  diversas  áreas  com  vegetação

alterada, escassez expressiva da caça, etc., além de ter produzido acúmulos de água que facilitam a proliferação do mosquito vetor da malária. A malária foi a doença responsável por grande número de mortes no período do garimpo. Nos últimos anos chegou a ter uma população de cerca de 450 yanomami, no entanto, o esgotamento dos recursos ambientais, associados às lembranças das agruras provocadas pelos tempos de garimpo, tem provocado a migração de alguns grupos para a nascente do rio Orinoco, na Venezuela. No último ano, apresentou uma queda expressiva na incidência de malária, sendo as infecções respiratórias agudas e a desnutrição os principais problemas de saúde na atualidade.
Desde agosto de 2000 existe uma escola na região, implantada pela CCPY. Não há ainda alfabetizados nem microscopistas yanomami formados. Poucos entendem precariamente a língua portuguesa.

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