População

117 pessoas

Língua

Yanomae

Número de Comunidades

01


A região do Demini possui um posto de referência localizado entre as coordenadas geográficas N 1° 30' 54" e W 62° 49' 13". pelos vestígios arqueológicos encontrados na região, acredita-se que, no passado remoto, aqui viveram índios Pauxiana (Karibe), extintos no início deste século. Há pelo menos 4 ou 5 décadas porém, esta região não era habitada. No início da década de 70, instalou-se aqui a empreiteira Camargo Correia para a construção da rodovia Perimetral Norte. Este canteiro de obras foi recuperado pela Funai em 1977, que ali instalou um posto.
Por volta dessa época, grupos de Yanomami

sobreviventes de epidemias, oriundos de outras regiões, começam a se instalar na região. Inicialmente chegaram sobreviventes do rio Mapurau e, nos anos 83-84, os sobreviventes do rio Lobo d'Almada.
À época do auge da corrida do ouro em Roraima (1988-1989), a atividade garimpeira aqui foi praticamente nula, em parte devido a uma provável baixa concentração aurífera e em parte devido à grande resistência dos índios à presença de garimpeiros na região. Atualmente a chefia do posto da Funai é exercida por um Yanomami. O ecossistema é bastante preservado, sendo farta a coleta de espécies vegetais para a alimentação, caça e pesca.

Em função das boas condições ambientais, ao isolamento em relação ao garimpo, da grande distância de outras comunidades e da assistência permanente desde o início da década de 90, a malária foi praticamente eliminada nesta região. Atualmente as infecções respiratórias agudas representam o principal problema de saúde desta população.
Desde 1996 existe uma escola (CCPY), estando a maior parte desta comunidade já alfabetizada. Um jovem desta comunidade atua como monitor de ensino em uma das escolas da URIHI na região de Surucucu. Três yanomami já foram formados em microscopia para malária e, em agosto deste ano, a URIHI deverá ampliar esta formação em saúde com o início do curso de treinamento de Agentes Indígenas Yanomami de Saúde. Três yanomami desta comunidade se comunicam razoavelmente bem na língua portuguesa.

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