O coeficiente de mortalidade infantil registrado no ano de 2000 (65,7), nas regiões da área Yanomami que foram atendidas pela URIHI, foi 60% menor no que o índice verificado no ano anterior (160,4) nestas regiões. Esta redução superou a tendência observada ainda no 1º semestre de 2000.
A doença que causou maior número de óbitos em crianças com menos de um ano de idade foi a Infecção Respiratória Aguda (IRA), responsável por mais da metade dos óbitos de causas conhecidas.
A desnutrição quase sempre esteve associada à morte na população infantil e, nos últimos anos, esteve diretamente relacionada à alta incidência de doenças infecciosas e parasitárias, em especial a malária. Estas doenças prejudicam profundamente as atividades essenciais à subsistência dos índios como a agricultura familiar, a coleta de frutos da floresta, a caça e a pesca.

As regiões com maior incidência de malária tiveram também o mais alto índice de mortalidade infantil, mesmo quando consideradas apenas as mortes por outras doenças. A mortalidade geral na população assistida pela URIHI também teve uma significativa redução em apenas um ano, ou seja, no ano 2000 foi 50% menor que no ano anterior, em função do desenvolvimento dos programas de controle das principais doenças e da assistência permanente às comunidades. A taxa de crescimento natural desta população atingiu 3% no ano passado.

Os médicos da URIHI acreditam que o intensivo combate à malária e a expressiva e progressiva redução de sua incidência, verificada ao longo de todo o ano passado, associados a medidas de apoio à segurança alimentar e de monitoramento mensal do desenvolvimento de todas as crianças com menos de cinco anos, deverão produzir uma redução ainda maior na mortalidade entre as crianças yanomami, durante o ano de 2001.
Uma das principais metas da URIHI em 2001 é reduzir a mortalidade infantil, no mínimo, ao índice registrado na sociedade brasileira em geral.