População

313 pessoas

Línguas

Yanomae

Número de Comunidades

04 (06 casas)


Conhecida anteriormente como Região do Xiriana, que genericamente abrangia áreas hoje atendidas pelo pólo-base de Surucucu, compreendemos hoje a região do Arathau como a região do Rio Parima, próximo à Cachoeira Xiriana.
O posto de saúde localiza-se entre as coordenadas N 03° 09' 03" e W 63° 46' 46", no trecho médio do curso deste rio, sobre a Serra Parima, um imenso bloco rochoso, compartimento do Maciço das Guianas, com altitudes de no máximo 800m. Trata-se de uma região com elevações abruptas, mas a ocupação dá-se sobretudo nos vales dos cursos de água, afluentes do próprio Parima.

O deslocamento entre pólo e comunidades é feito a pé e, estando em cursos de água diferentes, invariavelmente esta caminhada se dá subindo e descendo morros. Longe demais para ser atendida pelo pólo base de Surucucus e também longe da pista de Parafuri, esta região era atingida por uma pista pequena e mal posicionada, o que a tornava perigosa. No ano passado, foi reformada uma antiga pista aberta nos tempos de garimpo, possibilitando a assistência permanente na região. É uma região de povoamento antigo, tanto que, na mesma posição onde hoje se encontram os Wanapikitheripë, as cartas topográficas do RADAM, datadas de 1976 já indicavam a presença humana.
O povoamento da região do Arathau é originado por um conjunto de deslocamentos em direções diversas: Arathau - vem de um povo autodenominado Kuropo, onde hoje é a pista, a antiga "pista Pé na Cova" dos tempos do garimpo. Os Xiriana (Wanapikitheripë) - vêm de outro povoamento, Naharohahitheripë (lê-se "nafarofafi"). As outras comunidades, Apinasikitheripë e Xahuxipiitheripë descendem da antiga região do Konkara, de  onde também  vieram  comunidades  do  Parafuri.  Ocuparam  vários  outros  sítios  antes  de

estabelecerem nesta região. Possuem grande proximidade de relações entre si. Faziam parte também da região de Xiriana as comunidades de Kataroa e de Porapii, mas após o esvaziamento da primeira e as inimizades da segunda, estas passaram a ser atendidas pelo pólo de Surucucus.
A população desta região teve alta mortalidade por malária na última década devido à intensa ação de garimpeiros. Com a assistência da URIHI houve uma redução expressiva da incidência desta doença. O persistente surgimento de novos casos de tuberculose nesta região representa o maior problema de saúde desta população.
Não houve ainda nenhuma experiência escolar nesta região, inexistindo assim alfabetizados ou agentes de saúde nesta população. Nenhum yanomami entende a língua portuguesa. A URIHI deverá implantar uma escola em Arathau no início de 2002.

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